Liguria e Emilia-Romagna – Comece em casa a sua viagem à Itália

Atualizado: Mai 6

Ótima dobradinha entre mar e boa mesa, regada com muita história. Uma rica cidade portuária e joias litorâneas são acompanhadas por tradição automobilística e alguns dos mais renomados ingredientes da cultura alimentar italiana.


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Portofino, na Liguria, e Parma, na Emilia-Romagna (fotos: Shutterstock)



Gênova, capital da Liguria e terra natal do navegador Cristóvão Colombo, é o ponto de largada dessa apaixonante viagem. A hoje moderna cidade, que abriga um dos portos mais importantes da Europa, já atravessou vários períodos históricos, com marcas evidentes em cada canto e ruela da sua área central – o conjunto de ruas conhecido como Le Strade Nuove, com lindos palácios renascentistas, é Patrimônio Mundial da Unesco. Iniciamos o primeiro dia de passeio com um tour panorâmico pela metrópole, explorando a cultura da região e alguns pontos históricos – sempre acompanhados por um guia local. Durante o almoço, por que não aproveitar a rica culinária tradicional em um dos principais destinos turísticos de Gênova? A área do Porto Antigo tem registros de ocupação desde o fim do século 5 a.C. e passou por diversas reformas antes de ser revitalizada nos anos 90. Vale caminhar pelo seu charmoso calçadão, apreciando a vista para uma interessante mescla de prédios de época e edifícios modernos. Nesse pedaço estão o Aquário de Gênova, um dos maiores do mundo, um elevador panorâmico e uma loja do Eataly.

Vista aérea de Gênova; fonte da Praça De Ferrari; Palácio Real, Via Garibaldi; Porto Antigo e Aquário (fotos: 1- Shutterstock; 2- Wikimedia Commons, Maurizio Beatrice; 3- Wikimedia Commons, Sailko; 4- Wikimedia Commons, Superchilum; 5- Flickr, Lorenzo Trombetta; 6- Flickr, Gary Bembridge)



No dia seguinte, percorrendo uma estrada panorâmica com vistas para montanhas, cidades medievais nas colinas e pequenas vilas costeiras, vamos explorar a Riviera do Tigullio. Camogli, Santa Margherita Ligure e a badalada Portofino são os pontos de parada deste passeio litorâneo. O almoço em restaurante tem comida típica, incluindo a renomada focaccia da região.

A enseada pontuada de barcos e a Igreja de São Jorge, ambas em Portofino (fotos: Wikimedia Commons, Pierra Selim-Huard; Flickr, Pom)



Temos outras lindas praias no nosso roteiro lígure. Desta vez, seguimos para Sestri Levante, com um intervalo para admirar sua Baía del Silenzio. De barco, navegamos para um dos lugares mais charmosos (e coloridos) do mundo, Cinque Terre. Fazemos uma visita a Vernazza e, lá, experimentamos a rica mesa de pescados desse famoso trecho litorâneo da Itália. Apreciando as vistas para as localidades de Corniglia, Manarola e Riomaggiore finalizamos nosso tour náutico na pitoresca Portovenere, conhecida por suas estreitas ruas medievais, pelas casas coloridas e pela Igreja de São Pedro, na ponta de uma formação rochosa à beira-mar. A principal rua da cidade é ponto certo para fazer compras.

A Baía del Silenzio, com Sestri Levante ao fundo; Vernazza; Manarola; e a Igreja de São Pedro, em Portovenere (fotos: 1- Wikimedia Commons, Jiuguang Wang; 2- Wikimedia Commons, Luca Casartelli; 3- Wikimedia Commons, Life on Manual; 4- Pixabay, Jackmac34)



Após cruzar a divisa entre a Liguria e a Emilia-Romagna, rumamos para Parma, muito associada a dois ingredientes italianos conhecidos e admirados no mundo inteiro: o queijo parmigiano reggiano (no Brasil, chamado de parmesão) e o presunto de Parma. Na cidade, fazemos um passeio a pé pelo Centro Histórico, que inclui o conjunto arquitetônico da Praça Duomo, o Palácio della Pilotta, construído pela família Farnese no século 16 e reconstruído após bombardeios na Segunda Guerra Mundial, e o Teatro Regio, casa de ópera local. Nosso almoço deste dia ganha o reforço de uma ótima degustação do mais famoso queijo desta área.

Centro Histórico de Parma; presunto de Parma com parmigiano reggiano ao fundo; interior do Batistério; Palácio della Pilotta; e Teatro Regio (fotos: 1- Pixabay, Valter Cirillo; 2- Pixabay, RitaE; 3- Pixabay, Valter Cirillo; 4- Divulgação; 5- Wikimedia Commons, Mazzocato Nicola)



No dia seguinte, o programa tem fortes traços gastronômicos. Começamos com uma visita a um produtor do legítimo prosciutto di Parma em Langhirano. Depois, almoçamos na ALMA, escola internacional de cozinha italiana que funciona no interior do belo Palácio Ducale. O edifício, erguido sobre as fundações do castelo da cidade de Colorno, foi construído no início do século 18 pelo Duque Francesco Farnese.

Castelo de Torrechiara, em Langhirano; e o Palácio Ducale, em Colorno (fotos: Pixabay, Valter Cirillo; e Wikimedia Commons, Lorenzo Gaudenzi)



No caminho para Bolonha, fazemos uma parada matinal na bela Modena, muito conhecida pelo seu vinagre balsâmico e pelas estreitas ligações com a ópera (aqui nasceu o tenor Luciano Pavarotti) e com os carros esportivos de luxo – nos seus arredores estão os berços da Ferrari e da Lamborghini. Lá, começamos com um passeio a pé pelo Centro Histórico, apreciando locais como a catedral da cidade (século 11), uma joia da arte românica e Patrimônio Mundial da Unesco, e a Praça Roma, sede do magnífico Palácio Ducale. O tour é seguido de almoço com uma degustação de aceto balsamico. No período da tarde, seguimos até Maranello para conhecer o Museu Ferrari, dedicado aos carros esportivos e às conquistas automobilísticas da famosa marca italiana.

A catedral de Modena; a Praça Roma; o Palácio Ducale; o vinagre balsâmico local; e o Museu Ferrari (fotos: 1- Pixabay, Ermaf62; 2- Wikimedia Commons, Pibi1967; 3- Wikimedia Commons, Paolo Picciati; 4- Flickr, Andreas Levers; 5- Shutterstock)



No dia seguinte chega o momento de desbravarmos Bolonha, chamada de La dotta (a culta, por abrigar uma das universidades mais antigas do mundo) e La grassa (a gorda, pela associação com massas e embutidos famosos em todo o planeta). O passeio inclui o monumental conjunto das praças Maggiore (com a Basílica de San Petronio) e do Nettuno, duas torres medievais, palácios góticos e igrejas de várias épocas. Nosso almoço pode ocorrer dentro do FICO, o maior parque agroalimentar do mundo e programa imperdível para quem gosta de ingredientes, comida e gastronomia.

Vista do Centro Histórico de Bolonha e a Basílica de San Petronio, no alto; Fonte do Nettuno e ambiente do FICO, abaixo (fotos: Pixabay - Francesco Nigro e Flickr - Francesco Giusto)



Nossa última saída do roteiro é para Ravenna, a última capital do Império Romano do Ocidente. Com apoio de um guia local, visitamos as históricas basílicas de Sant’Apollinare e San Vitale e o Mausoléu de Galla Placidia. Todas essas edificações foram erguidas pelos ostrogodos nos séculos 5 e 6, exibem magníficos mosaicos e constam da lista de patrimônios mundiais da Unesco. Depois da nossa passagem pela cidade, percorremos a bela estrada que leva ao Mar Adriático e almoçamos num restaurante típico na badalada Costa Romagnola.

Basílica de Sant’Apollinare; Basílica de San Vitale; e Mausoléu de Galla Placidia (fotos: 1- Wikimedia Commons, Stefano Saguatti; 2- Pixabay, Evelyn Marukovic; 3- Pixabay, Awsloley)



Quer saber mais detalhes sobre esse nosso roteiro pela Liguria e Emilia-Romagna? Então clique aqui.





AS DUAS REGIÕES NO MAPA DA ITÁLIA

Liguria e Emilia-Romagna


LIGURIA E EMILIA-ROMAGNA EM VÍDEO


Liguria



Emilia-Romagna




LIGURIA E EMILIA-ROMAGNA À MESA

Alguns sabores marcantes das duas cozinhas


Liguria

Pesto genovês | Trenette | Trofie

Pesto genovês (foto: Shutterstock)


Um dos mais importantes símbolos da culinária da Liguria carrega o nome do seu local de nascimento. O pesto genovês tem como protagonista o manjericão cultivado nas colinas da região. Seu preparo é simples: consiste em pestare (esmagar, triturar) alho, pinoli, folhas frescas de manjericão e óleo de oliva. Mas o trunfo desse molho está na alta qualidade dos ingredientes, inclusive do azeite – a Liguria tem uma produção mundialmente famosa, sobretudo dos elaborados com azeitonas taggiasca. O arremate do pesto e seu toque salgado ficam a cargo dos queijos pecorino e parmigiano reggiano. Nas mesas lígures esse molho tem destino certo. O pesto é o par perfeito do trenette (massa longa, que lembra linguine) e da trofie (massa curta e retorcida). A receita original, de tradição camponesa, ainda leva pedacinhos de batata e vagem – ingredientes muito raros de encontrar nas versões servidas no Brasil.



Emilia-Romagna

Ragù | Tagliatelle al ragù | Lasanha

Lasanha à bolonhesa (foto: Wikimedia Commons, Sambawamba)


O ragù típico de Bolonha, que o resto do mundo hoje chama de "molho à bolonhesa", não é simplesmente uma parceria entre carne moída e sugo de tomate – preparo encontrado em muitas casas e restaurantes do Brasil. A versão defendida como legítima na Emilia-Romagna pode levar até 20 ingredientes. Nessa lista há salsão, cenoura, cebola, caldo vegetal, vinho, manteiga e carne moída bovina e suína. Pode-se dizer que o tomate "passa de raspão" na receita, apenas para emprestar um tom mais avermelhado e um sabor levemente adocicado. Espaguete, uma pasta com origem no Sul da Itália, nem chega perto deste molho em Bolonha. A massa tradicional para uso do ragù na capital da região é o tagliatelle, de tiras compridas, estreitas e achatadas. Mas o ragù ainda marca presença em outro clássico da culinária local, a lasanha verde ao forno. A também mundialmente famosa receita ganha o reforço de molho branco (bechamel) e o insubstituível queijo parmigiano reggiano (parmesão).


LIGURIA E EMILIA-ROMAGNA EM FILMES

Clique nas imagens para ter mais informações sobre os filmes


Il Deserto Rosso (1964)

Filmado na região da Emilia-Romagna, O Deserto Vermelho, é um filme franco-italiano de 1964 dirigido por Michelangelo Antonioni. Na trama, Giuliana, esposa de Ugo e mãe de um filho dele, mora em Ravenna. Depois de sofrer um acidente de carro, ela deixa a clínica ainda não completamente recuperada do trauma, apresentando um estado de constante agonia. Nesse contexto, conhece o engenheiro Corrado, um amigo de seu esposo que, por interesse sexual, logo se torna alguém próximo de Giuliana e tenta ajudá-la com os seus problemas. O filme tem uma trilha sonora opressiva e explora alguns dos temas mais recorrentes da carreira de Antonioni: a solidão e a incomunicabilidade do ser humano.


Rimini Rimini (1987)

Essa comédia de Sergio Corbucci é dividida em cinco episódios com histórias de sedução e trapaça; todos ambientados nas praias de Rimini, na Emilia-Romagna. Há um magistrado moralista seduzido por uma empresária do sexo; uma bela mulher a procura de um amor chantageada pelo filho adolescente de uma amiga; um jovem padre tentando escapar das tentações provocadas por um encontro acidental com uma freira estrangeira; uma mulher procurando refazer a sua vida amorosa depois do marido sumir numa tempestade no mar; e um pequeno empresário que contrata uma prostituta para ela fingir que é sua mulher – tudo para fisgar um importante engenheiro que pode lhe trazer muito dinheiro.


O Lobo de Wall Street (2013)

O filme protagonizado por Leonardo DiCaprio, no papel de um corretor sem escrúpulos, foi dirigido por Martin Scorsese. O personagem Jordan Belfort cria um verdadeiro império, enriquecendo de forma rápida e ilegal no mercado de ações. Junto de seus amigos, mergulha em um mundo de excessos, mas seus métodos ilícitos acabam despertando a atenção do FBI. Apesar de boa parte do filme ter sido rodado em Nova York, um considerável número de cenas foram filmadas em belas paisagens de Cinque Terre, na Liguria. Ótima opção para quem deseja apreciar a beleza da riviera italiana, com as coloridas cidades de Portofino, Riomaggiore e Vernazza.


Mistério no Mediterrâneo (2019)

Comédia produzida pela Netflix com Adam Sandler e Jennifer Aniston. Eles interpretam um casal que, para renovar os votos de casamento, embarcam numa viagem para a Europa, com passagem pela Liguria. Durante o voo para o Velho Continente, eles conhecem um homem misterioso, que os convida para passar o fim de semana num iate do bilionário Malcolm Quince. Quando o mesmo é encontrado morto, o casal americano torna-se suspeito de assassinato e se coloca em situações absurdas e bem divertidas para provar sua inocência.




LIGURIA E EMILIA-ROMAGNA EM LIVROS


A Trilha dos Ninhos de Aranha (Italo Calvino)

Trata-se do primeiro romance de Italo Calvino, publicado em 1947. O livro é ambientado na Liguria, na época da Segunda Guerra Mundial e da resistência partigiana. Embora ele tenha uma certa propensão para a dimensão fantasiosa, pelo fato de ser narrado por uma criança, pode ser classificado como um representante da corrente neorealista. Italo Calvino descreve esse seu livro assim: "Tudo tinha que ser visto por meio dos olhos de uma criança, em um ambiente de malandros e vagabundos. Inventei uma história que permanecia à margem da guerra partidária, seus heroísmos e sacrifícios, mas, ao mesmo tempo, fazia com que fosse sua cor, seu sabor áspero, seu ritmo."



Ossi di Seppia (Eugenio Montale)

É uma coleção poética de Eugenio Montale publicada em 1925. No livro existem 23 líricas. Sua temática pode ser entendida como uma resposta negativa e parodística ao livro de líricas Alcyone, de Gabriele D’Annunzio, ou até mesmo como um diário de verão em Cinque Terre, na Riviera Lígure.



La Califfa (Alberto Bevilacqua)

O romance escrito em 1964 também deu origem a um filme homônimo em 1970, dirigido pelo próprio autor. No livro, a protagonista Irene Corsini, conhecida como La Califfa, é uma jovem que vive num bairro popular de Parma, Emilia-Romagna, no pós-Segunda Guerra. Casada com Guido, um ex-partigiano (membro da resistência antifascista) que criava pombos para a prática de tiro ao alvo, ela tem muita vontade de ser independente. O desenrolar da história traz um emprego frustrado, a prisão do marido, a mudança de personalidade dele após o período de cárcere e uma paixão complicada com um jogador de futebol.



Il Libro dei Sogni (Federico Fellini)

Uma viagem pelos cantos mais secretos e íntimos da criatividade de Fellini, famoso diretor de cinema nascido em Rimini, na Emilia-Romagna. Trata-se de uma verdadeira cosmografia pessoal do autor, em que traços emocionais, afetivos, sentimentais, culturais e eróticos se entrelaçam com elementos geográficos, arquitetônicos, memoriais, imaginativos e fantásticos. A obra de Fellini não pode estar completa sem esse livro, que é um livro do seu filme. Assim como seus filmes são o “cinema dos sonhos”.



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